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Iatismo – História
Por volta de 3400 aC, os primeiros navios a vela estavam em uso no rio Nilo, no Egito.
Os cascos dos primeiros navios eram feitos de papiros agrupadas.
Mais tarde, madeira proveniente de acácia ou Sicômoros foi usada, embora apenas comprimentos curtos poderiam ser cortados a partir destas madeiras. Eles tinham um único mastro com uma vela quadrada, que foi utilizado, além de remos quando o vento estava soprando em uma direção favorável.
A partir de 2900 aC, os comerciantes egípcios começaram a importar cedro, uma madeira a partir do qual pranchas muito mais longos poderia ser serrada.
Embarcações egípcias posteriores foram construídas com quilhas e uma estrutura com nervuras, copiando os desenhos de navios mercantes de Creta minóica.
Navios de guerra dessa construção navegou sob o comando do Faraó Ramsés III em cerca de 1400 aC.
Vela
Ao longo da história vela tem sido fundamental para o desenvolvimento da civilização, a humanidade proporcionando maior mobilidade do que viajar por terra, seja para o comércio, os transportes ou a guerra, e da capacidade de pesca.
A mais antiga representação de um navio sob a vela aparece no um vaso egípcio de cerca de 3500 aC.
As categorias de vela diferem pela rapidez, as que requerem mais técnica, e pelo peso das embarcações, as que pedem mais força física.
Porém, em todas o rumo e a velocidade envolvem decisões táticas importantes.
Os barcos a vela anvançam em ângulos de 45 graus em relação ao vento, portanto, movem-se em zigue-zague em direção ao ponto em que desejam alcançar.
A vela adaptada apareceu pela primeira vez em uma edição dos Jogos Paralímpicos em 1996, em Atlanta (EUA), porém, apenas como exibição. Quatro anos depois, em Sydney (AUS), a modalidade seguiu nos Jogos, mas passou a valer medalhas para os competidores.
No Brasil, a vela adaptada começou a se desenvolver em 1999, com o Projeto Água-Viva, em São Paulo, uma parceria entre a Classe de Vela Day Sailer, o Clube Paradesportivo Superação e o Clube Municipal de Iatismo. No ano seguinte, a Federação Brasileira de Vela e Motor (FBVM) criou a Coordenação de Vela Adaptada para desenvolver atividades da modalidade em todo o país.
Em 2007, a FBVM se dividiu e assim foi criada a Confederação Brasileira de Vela Adaptada, entidade responsável pela modalidade desde então.
Antiguidade
Iatismo
Na Antiguidade, a vela era utilizado como meio de transporte ou apenas uma atividade de lazer.
O termo “iatismo” foi criado na Holanda, derivado da palavra “jaght” ou “jaght schip”, que significa embarcação naval leve e rápida.
Como esporte, a vela foi introduzida na Inglaterra pelo rei Charles 2º na metade do século 17, logo após seu exílio na Holanda.
Entusiasmado com a modalidade, ele começou a organizar competições em 1610. Um ano mais tarde, organizou a primeira competição realizada em águas britânicas, contra seu irmão, o duque de York.
Os mais antigos clubes dedicados às regatas a vela foram também criados no Reino Unido. Em 1720, foi fundado o Cork Harbour Water Club (atual Royal Cork Yacht Club). Em 1775, foi a vez do Cumberland Fleet, depois rebatizado Royal Thames Yacht Club.
Em 1875, nasceu a Yacht Racing Association, criada com o objetivo de organizar e codificar os regulamentos para a realização de regatas no âmbito do Império Britânico. Seu primeiro presidente foi o príncipe de Gales, Eduardo 7º.
As regatas internacionais começaram em 1851, depois que um grupo do New York Yacht Club construiu uma embarcação de 30 metros batizada de “América”, que velejou até as Ilhas Britânicas para ganhar o troféu Coupe Hundred Guineas, disputado em um curso em volta da Ilha de Wigth, sob a organização do Royal Yacht Squadron.
Este troféu, depois rebatizado como Copa América – assim chamado não em homenagem ao primeiro vencedor, mas sim aos Estados Unidos -, é disputado anualmente e permaneceu em mãos dos norte-americanos até 1983, ano em que foi conquistado por uma embarcação australiana.
Em Olimpíadas, o esporte estava incluído no programa da primeira edição, em Atenas-1896. Porém, com as condições meteorológicas desfavoráveis da cidade grega, a vela teve sua estréia adiada.
O mau tempo e o calendário apertado impediram a realização das provas naqueles Jogos. A vela só entrou no programa olímpico em Paris-1900. No Pan, o esporte estreou em 1951, na Argentina.
Iatismo – Definição
A palavra iate em português pode levar a uma certa confusão, pois tem duas origens e também dois significados. O primeiro vem de Hiate que significa «navio de dois mastros sem mastaréus com pano latino onde ambos os mastros têm caimento; o de proa para vante e o da popa para ré», e a segunda é o aportuguesamento de yacht, de origem holandesa (jaghen) e que significa caçar.
Um dicionário holandês-latim de 1599 descreve um jaght schip e um jaght como uma embarcação de guerra, comércio ou recreio, ligeira e rápida.
Nessa época os ingleses e franceses usavam essa palavra para designar as embarcações pequenas e rápidas que acompanhavam as armadas holandesas e que serviam para levar despachos e oficiais mensageiros.
Se juntarmos a esta definição uma outra do Dicionário Marítimo de 1771 de Falconer – «um navio que serve habitualmente para transportar principes, embaixadores e outras personalidades.
O objetivo principal é transportar pessoas, pelo que é provido de acomodações próprias correspondente à qualidade e quantidade de pessoas que embarca» – podemos chegar ao que hoje em dia é considerado um iate e onde António Marques Esparteiro, no seu Dicionário Ilustrado de Marinha, nos dá os seguintes significados:
Barco usado exclusivamente para recreio e competições náuticas e
Barco do Estado para transporte de pessoas de distinção
Iatismo – Origem
Iatismo
Na antiguidade usavam-se sumptuosos navios e galeras para o transporte de soberanos. Existem registos que falam desse uso com Cleópatra, 222 anos antes de Cristo, com a finalidade de ostentar o seu poder. Antes da chegada dos espanhóis, alguns incas tinham luxuosas jangadas de recreio que navegavam no lago Titicaca.
Este hábito de ostentação continuou com mais ou menos pompa até aos nossos dias como por exemplo, mais recentemente, aquando da sua visita a Lisboa em 1956, o desembarque da raínha Isabel II de Inglaterra na galeota real que está hoje no Museu de Marinha em Lisboa.
Foi a partir do inicio do séc. XVII, quando a Holanda começou a prosperar através do comércio com o Oriente, que as famílias mais abastadas puderam comprar embarcações próprias para se transportarem e recrearem.
Se velejar em mar aberto era perigoso (a pirataria apenas em meados do séc.XIX foi erradicada das costas europeias), as suas águas interiores e os seus canais, permitiam aos seus proprietários usufruir de alguns momentosde lazer. É este o momento em que se reconhece o nascimento do iatismo, tal como o conhecemos hoje.
Com a crescente riqueza da nação holandesa o número de iates foi-se multiplicando até que em meados do séc.XVIII a posse de uma embarcação de recreio era normal para toda a pessoa com algum estatuto na sociedade. O iatismo é já um movimento social.
O príncipe Carlos de Inglaterra, exilado na Holanda até aos 21 anos, ficou rendido a esta moda. Em 1660, ainda na Holanda, foi proclamado rei de Inglaterra. Quando Carlos II foi ocupar o seu trono importou também este novo desporto para a Inglaterra.
No início o seu uso era ainda o transporte, com todos os luxos e comodidades a bordo, mas o tempo deu paulatinamente lugar aos cruzeiros.
Em 1675, numa autobiografia de Roger North, está incluido provavelmente o primeiro relato de um cruzeiro a bordo de um iate. No ano seguinte um relato dava conta de um cruzeiro do rei inglês ao longo do Tamisa e das costas de Kent a bordo do Fubb.
Em 1661 Carlos II mandou construir um navio nos estaleiros ingleses a partir do Mary, um navio que lhe tinha sido oferecido pela cidade de Amestersão. Foi-lhe dado o nome de Catherine of Braganza, a princesa portuguesa que viria a casar com o monarca inglês. Em vez das derivas laterais, muito próprias para as águas baixas da Holanda, mandou os arquitetos adaptarem os navios para as águas inglesas mais profundas. Um navio similar, o Anne, foi construido para o seu irmão, o Duque de York.
Os navios de carga já competiam entre si para ver quem alcançava primeiro o porto de destino, mas o primeiro registo de uma competição puramente desportiva entre iates deu-se precisamente entre o monarca e o duque.
A partir do século XVIII começam a surgir em Inglaterra algumas zonas na orla marítima, como Brighton ou Cowes, que atraem visitantes em busca dos benefícios dos ares marítimos. Estes locais, abrigados das intempéries e piratas, ofereciam agora em tempo de paz passeios para os visitantes que inevitavelmente acabavam por uma competição entre os barcos para ver quem era o mais rápido.
Por toda a Europa a classe mais favorecida tinha agora os seus iates como afirmação social e para seu prazer.
O próprio Czar Pedro o Grande era um grande entusiasta. Existem registos que indicam que em 1717 mandou construir mais de 100 embarcações para encorajar o gosto da navegação e aumentar o conhecimento náutico. Pode ter sido esta a primeira organização do tipo de um clube náutico, pois a frota tinha um nome, «Flotilha do Neva» (o rio que banha S.Petersburgo), e navegavam com uma bandeira própria.
Antes de 1720 surge no sul da Irlanda, na época sob domínio inglês, o primeiro dos clubes náuticos de iates, o Water Club of Cork. Era um clube de aristocratas limitado a 25 membros que elegia anualmente um almirante. Este comandava a frota através de sinais numa curiosa atividade de «perseguição» a embarcações ao estilo de intercepções a contrabandistas. Os seus passeios assemelhavam-se a manobras comandadas pelo almirante numa batalha naval.
Durante a segunda metade do séc.XVIII realizam-se no Tamisa as primeiras regatas à vela com alguma regularidade, as quais eram promovidas pela aristocracia e pelo próprio rei.
Em 1815 é fundadado em Cowes o Royal Yacht Squadron, um dos mais prestigiados clubes do mundo. É neste século, sobretudo na segunda metade, que por toda a Europa, Estados Unidos e no então Império Britanico se sucedem a formação de clubes de iates. Primeiro em Inglaterra, alastrando depois a Gibraltar(1829), à Suécia(1830), à França e Austrália(1838), aos Estados Unidos(1944), à Índia(1846), à Bélgica e Países Baixos(1847), ao Canadá(1852), à Dinamarca(1866), à Alemanha(1869), à Nova Zelândia(1871), à Itália(1879), etc. Em Portugal a Real Associação Naval, hoje denominada Associação Naval de Lisboa, é criada em 1855, sendo atualmente o mais antigo clube ibérico.
A partir deste momento são os clubes os grandes impulsionadores ao organizarem regatas e grandes eventos internacionais. As famosas regatas como a Taça da América, Fastnet, Whitbread, Vendeé Globe, Sidney-Hobard, entre muitas outras, levam tripulações à aventura em embarcações cada vez mais sofisticadas.
Iatismo – Esporte
O iatismo é um dos esportes mais praticados no mundo, sendo popular em vários países, aliando tradição e tecnologia. É um dos esportes que mais vem se projetando no cenário esportivo nacional
A vela é um esporte dinâmico, ecológico, sadio e de muita ação. Trabalha com o espírito de companheirismo e competência para realizar, com sucesso, atividades em grupo.
É um esporte em que os atletas lidam com inúmeras variáveis todo o tempo, sendo essencial para o bom desempenho, saber distinguir cada uma delas e aproveitá-las, objetivando sempre a vitória.
A conquista dessas vitórias leva o Brasil a um lugar de destaque no cenário altamente competitivo do iatismo mundial.
Pela sua beleza plástica e competência dos atletas nacionais, a vela, atualmente, conquistou uma ótima aceitação nos programas esportivos da televisão brasileira e internacional.
O esporte vem gerando cada vez mais o interesse da mídia espontânea, sobre tudo considerando a realização dos Jogos Pan-americanos no Rio de Janeiro em 2007.
A vela atrai um público de bom nível social, formador de opinião, de alto poder aquisitivo, amante da ecologia e de muita ação.
Paraolímpico
Um dos mais recentes esportes incorporados ao calendário paraolímpico, a vela provém de parceria entre a Classe de Vela Day Sailer, o Clube Paradesportivo Superação e o Clube Municipal de Iatismo em São Paulo, a partir de 1999.
Em 2003, o Comitê Paralímpico Brasileiro reconheceu a adoção. Pessoas com deficiências locomotora ou visual podem competir, sempre em barcos adaptados à realidade dos paraolímpicos. Há competições nas categorias individual, em duplas ou trios.
Iatismo – Regras
Iatismo
As provas de iatismo são disputadas em séries, com os barcos passando pelas raias demarcadas por bóias. Devem obedecendo as normas estabelecidas, sob pena de serem punidos. Essas normas variam de acordo com as classes, categorias e o tipo de percurso a ser feito.
Uma prova pode ser disputada pelo sistema de bônus ou linear. O sistema bônus dá pontos extras aos barcos que chegam nos seis primeiros lugares. Levam em conta a dificuldade que um barco, correndo nessas posições, tem para ultrapassar o outro.
O sistema linear é bem mais simples. Os barcos recebem pontos pela ordem de chegada… Sabe-se a pontuação de um barco na prova, somando-se os pontos conseguidos em cada prova, descartando-se o pior resultado.
A proposta é zerar o percurso. Assim, vence a prova a tripulação que tiver menor pontuação. Se dois barcos se cruzam junto, o que recebe vento de estibordo (vale dizer, do lado direito da embarcação) tem a preferência.
Se os dois barcos recebem vento do mesmo lado, a preferência é do que vem na frente.
Iatismo -Regras e Regulamentos
Toda embarcação em águas costeiras e offshore está sujeito aos regulamentos internacionais para evitar abalroamentos no mar.
Nas vias navegáveis ??interiores e lagos outros regulamentos semelhantes, como CEVNI na Europa, podem ser aplicadas.
Em alguns eventos de vela, como os Jogos Olímpicos, que estão guardados em cursos fechados onde nenhum outro barco é permitido, podem aplicar regras de corrida específicos, tais como as Regras de Regata à Vela.
Muitas vezes, no Racing Club, clube de corrida regras específicas, talvez com base em RRS, pode ser sobreposta sobre as regras mais gerais, como a COLREGS ou CEVNI.
De um modo geral, independentemente da atividade, cada marinheiro deve:
Manter constante vigilância em todos os momentos
Ajuste a velocidade de acordo com as condições
Saber se a “ficar em ‘ou’ ceder ‘em qualquer situação de perto.
O stand na embarcação deve manter um curso constante e velocidade, mas estar preparado para assumir tarde evitando medidas para evitar uma colisão real se o outro navio não fazê-lo em tempo. O navio dar lugar deve ter início, positivo e óbvia manobra para evitar, sem cruzar à frente do outro navio.
Se um navio que se aproxima permanece estável sobre um rolamento, e a faixa está a diminuir, então é provável que uma colisão. Isto pode ser verificado com um compasso rolamento mão.
O navio no rumo da porta abre caminho para a embarcação a vela com amuras a boreste
Se os dois veleiros estão no mesmo rumo, o barco de barlavento dá lugar à uma sotavento
Se um navio a bombordo é incapaz de determinar o rumo do outro barco, ela deve estar preparado para dar lugar
Um navio que alcança deve manter-se afastado do navio ser ultrapassado
Embarcações à vela deve dar lugar aos navios de pesca, aqueles que não estão sob comando, aqueles limitados na sua capacidade de manobra e deve evitar dificultar a passagem segura de um navio condicionado pelo seu calado.
Os COLREGS ir para descrever as luzes para ser mostrados por navios em curso à noite ou em condições de visibilidade reduzida. Especificamente, para barcos à vela, luzes laterais vermelhas e verdes e uma luz de alcançado branco são necessários, embora para as embarcações com menos de 7 metros de comprimento, estes podem ser substituídos por uma tocha ou branco tudo lanterna round.
Marinheiros são obrigados a estar conscientes não só dos requisitos para o seu próprio barco, mas de todas as outras luzes, formas e bandeiras que podem ser mostrados por outros navios, tais como os de pesca, de reboque, dragagem, mergulho etc., bem como sinais sonoros que podem ser feitas em condições de visibilidade reduzida e de perto, para que eles possam tomar decisões no âmbito dos COLREGS em tempo útil, em caso de necessidade.
Além da COLREGS, CEVNI e / ou quaisquer regras de regata específicas que se aplicam a um barco à vela, há também:
O IALA Associação Internacional de Autoridades Farol normas para as marcas laterais, luzes, sinais e balizamento e regras destinadas a apoiar a segurança da navegação.
As regras SOLAS, especificamente o capítulo V, que se tornou obrigatória para todos os usuários do ofício de lazer para o mar a partir de 1 de Julho de 2002. Estes regulamentos colocar as obrigações em matéria de segurança sobre os proprietários e operadores de qualquer barco incluindo veleiros. Eles especificar o equipamento de segurança necessário, os procedimentos de emergência para ser usado adequado ao tamanho da embarcação e sua gama de vela, e os requisitos para planejamento de passagem no que diz respeito ao tempo e segurança.
Iatismo – Categorias
Em cada classe, os barcos têm que ser exatamente iguais entre si. O vencedor tem que ser o melhor regatista – não aquele que tem o melhor barco!
Classe 470 (para homens e mulheres): Tripulação de duas pessoas. O barco é muito rápido e sensível aos movimentos do corpo. Tem 4,70m de comprimento, três velas e pesa 115 quilos.
Europa (só para mulheres): Esta é uma categoria muito competitiva. Uma pessoa dirige o barco, que tem 3,35m de comprimento, pesa 63 quilos e tem uma vela.
Finn (só para homens): Tripulação também só de uma pessoa. O finn é maior, tem 4,50m, uma vela e pesa 145 quilos. É uma categoria para jovens que tenham muito boa forma física.
Laser (só para homens): Esta é uma das categorias mais conhecidas! O laser tem 6,05m de comprimento, pesa 57 quilos e tem só uma vela. Duas pessoas formam a tripulação.
Mistral (para homens e mulheres): Tripulação é de uma só criatura! O barco mede 3,70m de comprimento, não caberia mais ninguém lá, mesmo…
É uma categoria que exige muita força do tripulante, que fica de pé sobre a prancha, controlando a vela.
Soling (Misto): Este é um barco largo e pesado, com 3,90m de comprimento, uma tonelada de peso e três velas. Para velejar com o soling são necessárias três pessoas. Embora a tripulação possa ser mista, é mais raro ver uma mulher nesta categoria.
Star (só para homens): É o barco com a maior área de vela. A tripulação é de duas pessoas, que têm que estar em muito boa forma e ter muito preparo. O star mede 6,92m de comprimento, pesa 672 quilos e tem duas velas.
Tornado (Misto): Este barco é muito rápido: tem 6m de comprimento, pesa 136 quilos e tem duas velas. A tripulação é de duas pessoas e pode ser mista.
Iatismo – Modalidade
Nenhuma modalidade rendeu tantos ouros olímpicos ao Brasil como o iatismo. Com quatro medalhas douradas, o esporte está à frente de congêneres mais tradicionais no cotidiano brasileiro como atletismo (três), judô (duas), vôlei (duas) e futebol (zero).
E o torcedor ainda entende pouco da modalidade, perdido no mar de termos ingleses que designam as classes e de nomes germânicos da maioria dos atletas brasileiros.
Uma competição de iatismo é dividida em 11 regatas (16 na classe 49er), que ocorrem, no máximo, duas vezes no mesmo dia.
Para cada etapa são distribuídos pontos: o prmeiro colocado não leva nenhum, o segundo fica com três, o terceiro com 5,7, o quarto com 8, o quinto com 10, o sexto com 11,7 e, a partir daí, aumenta de 6 em 6.
O pior resultado de cada embarcação após cinco etapas é desconsiderado. No caso da 49er, pode-se desconsiderar os dois piores resultados depois de 12 etapas. Ganha quem, ao final das regatas, tiver menos pontos acumulados. A fórmula de disputa só muda na classe Yngling, em que dois barcos competem em uma corrida direta um contra o outro, sendo que o vencedor passa para as fases seguintes.
A linha de largada é demarcada por duas bóias. Antes da partida, os velejadores podem navegar livremente, buscando um posicionamento. Mas, se, após a ordem de se preparar para a largada, o iatista passar por essa linha imaginária, estará desclassificado. O trajeto da regata é definido por bóias espalhadas pela baía. Em cada etapa muda a ordem em que cada marco é contornado.
Muitas classes do iatismo são abertas, permitindo que homens e mulheres disputem juntos. É o caso de 49er, Tornado e Laser. Mistral e 470 têm homens e mulheres separados, enquanto que Star e Finn são apenas para homens e Europa e Yngling são exclusivas para mulheres.
Além de ter força física para movimentar as velas e usar o corpo para equilibrar a embarcação (o que torna importante o iatista ter peso um pouco acima da média em alguns casos), o velejador deve ser, acima de tudo, um estrategista. Interpretar dados como condições da água, força e direção do vento e reações dos adversários não é tarefa simples.
Veja a diferença entre as classes do iatismo olímpico:
Mistral: Também chamado de prancha a vela ou windsurfe, é -como o nome indica- uma prancha com uma vela. O conjunto é extremamente leve, com apenas 18 kg, e obriga o velejador a ficar em pé. O Brasil não tem tradição nessa classe.
470: O nome se deve ao comprimento da embarcação, 4,7 m. Projetado para dois tripulantes, é um barco bastante leve (pesa 115 kg) e veloz.
Finn: Criado pelo finlandês Richard Sarbig (daí vem o nome do barco), o Finn dimensões reduzidas (1,51 m de largura e 4,5 de comprimento) e apenas uma vela.
Europa: O Europa é um Finn de dimensões reduzidas, tanto que é apelidado de “pequeno Finn”. Com 60 kg e 3,35 m de comprimento, é o menor barco em competições olímpicas (a classe Mistral não usa barco e sim, uma prancha).
49er: Embarcação para duas pessoas e tem área de vela grande, desproporcional ao seu tamanho (4,99 m de comprimento e 125 kg). É um barco de difícil controle.
Tornado: Catamarã (barco com dois cascos) para dois velejadores com 6,1 m de comprimento, 3 m de largura e 170 kg. É a embarcação mais rápida da vela olímpica.
Laser: Barco popular para uso individual. Tem 4,23 m de comprimento e 55 kg. Apesar de ser uma classe aberta, a Laser é dominada por homens pelas exigências físicas para a navegação. Desde que entrou no programa olímpico, em 1996, já viu um ouro e uma prata brasileiros, ambos com Robert Scheidt.
Star: Classe mais antiga na programação olímpica, está nos Jogos desde 1932, a Star costuma reunir os velejadores de nível técnico mais alto. Os barcos levam dois tripulantes e têm 6,92 m de comprimento e 662 kg.
Yngling: Uma versão reduzida do Soling, barco que esteve no programa do iatismo olímpico em 2000. Exige três tripulantes, tem 6,35 m de comprimento e pesa 645 kg. É a maior embarcação da vela nos Jogos.
Fonte: Colégio São Francisco/www.q-files.com/finslab.com/www.planetseed.com/www.santacruzsailing.com.br/www.ancruzeiros.pt/www.livresportes.com.br
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