Arte Gótica (Página 18)
Arte Gótica

Arte Gótica
Exemplo do interior de uma catedral preenchida por vitrais
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Estrutura de uma catedral gótica
Estrutura de uma catedral gótica
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A arte gótica inventou soluções de arquitetura que só foram superadas no século XIX, com o uso do aço; e outras, só no século XX, pelo concreto armado.

Construção de uma catedral [1]

Estrutura de uma catedral gótica
Estrutura de uma catedral gótica
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A partir do conhecimento dos principais elementos que compõe a arte gótica faz-se necessário conhecer como se realizava a construção das catedrais.

A construção de uma catedral gótica formigava com dúzias de trabalhadores dispostos em times de trabalho que eram supervisionados por um mestre construtor e por volta de 30 artesãos especialistas. Esses especialistas e alguns de seus mais habilidosos trabalhadores moviam-se de função em função aplicando lições aprendidas e passadas de um a um. O mestre construtor atuava como projetista artista e ainda como artesão. Com o auxílio de réguas, compassos, esquadros e outras poucas ferramentas geométricas, ele fazia as plantas da catedral.

[1] Tópico baseado em informações e imagens retiradas do site: http://www.lmc.ep.usp.br/people /hlinde/Estruturas/constru3.htm

A Planta

Planta da Catedral de Beauvais
Planta da Catedral de Beauvais
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Planta da Catedral de Beauvais Legenda:

1. Capela Radial
2. Deambulatório (galeria que permite a circulação ao redor do coro de uma igreja)
3. Altar
4. Coro
5. Corredores laterais do coro
6. Cruzeiro
7. Transepto
8. Contraforte
9. Nave
10. Nave lateral
11. Fachada, portal.

A planta básica da catedral gótica tinha a forma de uma cruz, dividindo-se basicamente em:

Nave

Espaço em forma de navio emborcado, que vai do portal principal ao cruzamento do transepto, entre duas fileiras de colunas que sustentam a abobada.

Transeptos

Galeria transversal que separa o coro da grande nave e forma os braços da cruz.

Coro

Local compreendido entre os transeptos indo até o outro extremo próximo ao altar.

Na parte inferior da cruz se situava a nave central circundada por naves laterais; na faixa horizontal existiam os transeptos e o cruzeiro (parte da igreja em que o transepto se cruza com a nave, diante da capela-mor), e na base da nave tinha-se a fachada principal; existiam ainda torres, porém de localização variada.

A fundação

A fundação das catedrais tinha por volta de 9 metros de profundidade e era formada por camadas de pedras (blocos de calcário) assentadas com argamassa cuidadosamente dosada de areia, cal e água sobre a terra argilosa no fundo da escavação.

Fundação das Catedrais
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Formação da estrutura

Devido ao custo, os andaimes eram mínimos, assim os trabalhadores confiavam sua alma a Deus e andavam sobre flexíveis plataformas. Um perigoso momento para os trabalhadores ocorria quando as paredes atingiam suas alturas finais e os troncos de madeira para o telhado deviam ser elevados a essas alturas.

Fundação das Catedrais
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O telhado era colocado antes da construção das abóbadas. Auto- portantes, os telhados serviam de plataforma para a subida do maquinário empregado na construção das abóbadas de pedra.

Fundação das Catedrais
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Assim, com o telhado pronto, podia-se iniciar a construção das abóbadas. Uma a uma, as pedras talhadas das nervuras eram colocadas sobre os cimbres de madeira e firmadas pelos pedreiros. Entre os cimbres eram instaladas tábuas de madeira, as quais funcionavam como base para o assentamento das pedras durante a secagem da argamassa.

Após a secagem da argamassa, aplicava-se sobre as pedras uma camada de dez centímetros de concreto (buscando evitar fissuras entre as pedras). Estando o concreto seco, as tábuas eram retiradas, seguidas pelos cimbres, finalizando-se a abóbada .

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